Eu facilmente me
sinto ameaçada. Rejeitada.
É da minha natureza
a defesa. Às vezes minhas garras arranham tão profundamente que as marcas
nunca mais deixam de existir.
Não tolero que as
pessoas "me tolerem", apesar de saber que é isso o que acontece o tempo
todo.
Não costumo
conviver bem com quem visivelmente nutre um interesse confuso por mim.
Não tolero
hipocrisia, nem falsos moralismos, muito menos palavras soltas.
Elogios nunca deram muito certo
comigo, e ultimamente um elogio pra mim soa tão superficial quanto um "bom
dia" de um vizinho que nem sabe meu nome.
Posso parecer imprevisível, mas quem
me conhece DE VERDADE (olá, mamãe e papai), sabem que sou previsível até
demais.
Às vezes prefiro a solidão.
Outras vezes prefiro estar com um estranho qualquer, do que "sozinha
comigo mesma".
Às vezes me sinto destemida. Outras
vezes tenho medo até de mim mesma.
Não gosto de punir ninguém, mas tenho
costume de me punir. Sem platéia.
Sim, sou do tipo que sempre aceita o
mínimo das pessoas, de bom grado, quando sei que o máximo me será negado.
E não, não sou do tipo de "muitos amigos". Já fui popular, muito popular. Na época da escola, mais precisamente no ensino fundamental. Todos me consideravam seu/sua "melhor amiga". A verdade é que nunca considerei ninguém assim.
Eu era legal. Agora sou mais legal. Mas parece que quando se é legal, as garotas intimamente te odeiam e os garotos, bem, esses fazem questão de sempre acharem que estou dando bola pra eles. Foi mal aí, meus garotos, mas eu só estou sendo legal.
Eu só tenho duas companhias fiéis, que sempre estiveram comigo, desde meus 14 anos: a insônia e minhas pílulas.
Sou contra o bullying. Sou contra toda e qualquer forma de pré-conceitos.
Sou contra gente sem caráter, que usa os outros para se promoverem de alguma forma.
Amo sorrisos sinceros, aqueles que iluminam o rosto de quem está sorrindo e faz com que seus olhos brilhem.
Amo a chuva, aquela que cai de repente, por entre os raios de sol, calma e silenciosa.
Amo cachorros. Amo como suas patinhas parecem ter almofadinhas macias embaixo delas.
Amo ler. Amo o cheiro dos meus livros.
Amo dar presentes, especialmente os que foram feitos com minhas próprias mãos.
Amo minha família. Não é questão de laços consanguíneos, é MUITO mais pela convivência e a união.
Amo escrever. AMO.
Acredito em Deus. Tenho fé. Tenho esperança.
Acredito que a alma humana pode
abrigar Deus e o "diabo". E, me desculpem a sinceridade, mas atrevo-me a
dizer que ambos podem conviver harmoniosamente, desde que um não invada o
espaço do outro.
Ninguém é 100%
perfeito. E perfeição não é exatamente algo que sempre busquei.
Nada é 0 ou 1. Um
meio termo sempre existirá para os sábios.
Pessoas calmas
demais me deixam nervosa. Mas sei que minha inquietação também incomoda os outros.
Dizer que sei o
significado da minha existência para cada um dos mortais que vivem e convivem
comigo, seria prepotência da minha parte. O que posso dizer por ora, é que
ainda estou descobrindo qual e onde é o "meu lugar"!
Eu descobri e tive que aceitar muito
cedo a dor e a delícia da vida.
Me considero um perigo
inconstante.
Por isso, não me
prenda "nas possibilidades...".
Nem em abraços, nem
em beijos, nem em elogios, nem em SMSs, nem em "bom dia" ou "boa
noite" pelo celular. Muito menos em flores ou em "eu te amo".
Apenas me ofereça a verdade e serei mais feliz.

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